A incapacidade do meu eu
Do conjunto de todas as coisas que mais me irritam, aquela que me tira mais do sério é simplesmente não conseguir perceber o que se passa comigo e com os que me rodeiam, logo seguido da incapacidade de transmitir o que sinto.
Talvez seja isso que se esteja a passar neste momento.
Não deixa de ser um pouco absurdo, que apesar de ainda te conhecer tão mal tenha nutrido por ti algum carinho e um sentimento esquisito que ainda não percebi o que é. Não te amo, não estou apaixonado, simplesmente sinto a tua falta e tenho desejo da tua companhia, ansiedade de ouvir a tua voz, de estar contigo.
Nao deixa de ser ainda mais estranha a forma como tudo está a acontecer, qual montanha russa. Ora vivo momentos de extrema felicidade com a tua presença e com as tuas palavras, ora fico no fosso com a tua ausência e indiferença. Nada mais posso fazer e o meu maior receio é estar a invadir excessivamente o teu espaço. Não quero parecer infantil, não quero parecer chato e possessivo e no entanto, não me consigo controlar e estou a ser precisamente tudo o que não sou nem quero ser.
Não te quero assustar, não te quero de todo afastar de mim. Peço desculpa se em algum momento com as palavras te provoquei essa reacção. No final de contas estou apenas a ser um puto parvo incapaz de expressar verdadeiramente o que sente, até porque nem eu me entendo a mim próprio.
Apenas te quero pedir desculpa por tudo, ficando a esperança que tudo isto não te tenha simplesmente afastado de mim. É apenas uma fase parva, que espero ver passada em breve. Sabes que estarei aqui sempre que quiseres. Apenas me vou remeter para o meu lugar, o meu canto
Cumprimentos,
Xalepo





